segunda-feira, 17 de julho de 2017

Algumas dicas sobre a arte da argumentação

Certamente, ao argumentarmos, depositamos uma incomensurável energia tanto na parte estratégica como na parte racional e emocional. Não obstante, existe um trabalho de suma importância do argumentador, que é o ato de sentir-se parte do ambiente, ou pelo menos, se esforçar para tal, já que o tema será inserido e debatido naquele mesmo ambiente. O seu comportamento diante do tema exposto e, das demais variáveis, poderá ser um trunfo, mas é inegável que, poderá acontecer o contrário e dessa forma, ser resiliente se torna obrigatório, e sobretudo, moldar-se de acordo com o público. Evidentemente, preocupar-se em não ser arrogante ou desrespeitoso são outros ingredientes fundamentais para a produtividade do debate mediante as circunstâncias dadas pela situação que, seguramente, vão influenciar diretamente no resultado final.
É, demasiadamente importante, salientar que há, em um tema, o fator subjetivo e objetivo em sua deliberação, e obviamente, o tempo precisa ser levado em consideração simultaneamente com  o tráfego das informações utilizadas entre os interlocutores juntamente com a eficaz conduta do moderador.
Dito isto, esta apresentação propõem algumas dicas para a preparação, compreensão e análise das ferramentas que podem e devem ser utilizadas nos debates.
Por conseguinte, começaremos com as …
As falácias
As falácias estão dividas em dois tipos, que são;
  1. Falácias formais. São fundamentos aparentemente válidos, mas na realidade, são inválidos, pois não atentam para as regras lógicas. São constituídas por raciocínios inválidos de natureza descritiva.
  2. Falácias informais. São argumentos inválidos, mas se passam por válidos, já que dependem da ambiguidade da linguagem natural comum. Relaciona-se com a matéria ou conteúdo do argumento.
As regras lógicas são alimentadas por um exame dedutivo de premissas que seguindo uma estruturação nos dá uma conclusão válida. Exemplo; A1+A2+A3 = B. Sendo assim, A1, A2 e A3 são as premissas usadas no argumento, e B surge como a conclusão ou proposição final.
O argumento é considerado válido quando B é uma conclusão verdadeira, ou seja, B só pode ser verdadeiro caso as premissas sejam verdadeiras.
Todo argumento possui um valor lógico. Esse valor sendo verdadeiro, o mesmo é caracterizado como legítimo. Antagonicamente, é considerado falso, falacioso e ou ilegítimo.
A lógica argumentativa
A lógica argumentativa pode ser divida de duas maneiras. São elas;
  1. Lógica formal. Estuda as maneiras do pensamento no que este tenha de geral e de comum.
  2. Lógica material. É conjunto de regras que devemos seguir para ordenar bem a matéria dos atos de inteligência, a fim de se obter um conhecimento verdadeiramente cientifico que, nos permita chegar à verdade.
 Os tipos de Raciocínios
  1. Raciocínio analógico. É um raciocínio construído com as informações já armazenadas no cérebro e, tem por objetivo, a orientação e adaptação das nossas ações de maneira eficiente. A analogia faz uma comparação com as informações existentes (cérebro / situação) para auxiliar na explicação de um acontecimento, e ainda, ajuda a encontrar ideias e a formular resoluções de problemas.
  2. Raciocínio indutivo. É um tipo de raciocínio que tem por base uma premissa particular que, visa atingir uma conclusão universal. Assim sendo, o raciocínio indutivo possui em sua conclusão mais abrangência que a premissa. É o raciocínio que trabalha com a dedução para se chegar a uma conclusão a respeito de uma premissa.
Noções de lógica
  1. Tautologia. Na retórica, é um termo ou texto redundante. Usam-se palavras diferentes para explicar a mesma ideia. Um vício de linguagem, também pode ser considerado um sinônimo de pleonasmo ou redundância.
  2. Contradição. O que se opõe ao que foi dito anteriormente. Incompatibilidade, incoerência, ou seja, uma discrepância argumentativa.
  3. Contingência. Na argumentação, um acaso, uma incerteza, aquilo que é duvidoso.
  4. Silogismo. É um termo de cariz filosófica que se estrutura em três proposições, sendo a ultima delas a dedução das duas anteriores.
  5. Dialética. É uma forma de debate onde as ideias são submetidas à tese, antítese e síntese. Consequentemente, o tema levado a debate fica mais claro, mais compreensível.
  6. Retórica. A arte de argumentar.
  7. Maiêutica. É um método de perguntas que procura desnudar os conceitos que estavam ocultos na mente de um indivíduo e, com essa técnica, esse indivíduo consegue se desenvolver epistemologicamente.

Metaética