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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Sacrifício humano – Um breve estudo


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Na cultural Egípcia, o sacrifício estava relacionado com o ato de servir ao seu senhor após a morte do mesmo. Culturalmente falando, acreditava-se que, o senhor iria para um lugar onde precisaria continuar sendo auxiliado pelos seus serviçais.
Na Grécia antiga, tivemos como narrador desse ritual, o famoso historiador Homero, que escreveu sobre a Guerra de Tróia onde apresenta no texto o personagem Agammenon que sacrificou sua filha Ifigênia na troca pelo sucesso.
O conto do Titã Prometeu, mostra Zeus punindo Prometeu, e no decorrer do conto, o mesmo foi trocado por Quíron para ser sacrificado, com requintes de crueldade, já que possuía dores lancinantes. Zeus lhe tirou a eternidade dando-lhe uma vida mortal e sacrificial, sem a eternidade das dores.
Existia também um ritual chamado “Pharmakos”, uma cerimônia que durou muitos séculos e nos apresenta alguns detalhes obscuros, mas, sabe-se que, nos tempo de crise,  em tempos de guerras e de pragas, quando a sociedade temia por sua sobrevivência, cada cidade deveria escolher uma pessoa consideravelmente feia, que nesse contexto, seria alguém com alguma deformidade para que a mesma fosse entregue ao sacrifício.
Essa característica, isto é, a ausência de beleza, era observada também no povo de Esparta, contudo, estava associada ao ato de não conseguir ser um guerreiro habilidoso devido à sua deformidade.
Na América do Sul, os povos mais expressivos associados ao sacrifício humano são os Incas, os Maias e os Astecas. O sacrifício humano era feito endossado pelo dogma religioso, ou seja, um ritual que era realizado seguindo uma regularidade dogmática. Essa regularidade parece esbarrar em contos folclóricos, no entanto, é sabido que, existiam sacrifícios ao deus Tezcatlipoca, deus da morte, que possuía um desejo por sangue e auxiliava nas colheitas, e ainda, trazia a vitória nas batalhas. Mas a vontade por sangue precisava ser, de antemão, sanada.
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No Peru, antes dos incas, o território foi o lar de muitas outras civilizações, incluindo o povo conhecido como o Moche, que prosperou entre 100 e 800 d.C. Uma das maiores ruínas encontradas até hoje é conhecida como Huacas de Moche, onde restos mortais de sacrificados continuam a ser descobertos. Atualmente cerca de 70 vítimas já foram encontradas. Os arqueólogos acreditam que as vítimas eram de terras distantes e que seus crânios eram transformados em copos, nos quais o sangue delas era oferecido aos deuses.
Na cultura dos hebreus, no seu antigo testamento, livro religioso de sua cultura, existem vários contos onde o sacrifício humano era feito a pedido do deus Javé (YHWH) ou em uma promessa feita por algum personagem solicitando a ajuda desse deus em batalhas ou em situações específicas. Há também, no novo testamento, um sacrifício feito por esse deus para ajudar o seu povo (os hebreus) sacrificando o seu “único” filho.
Na China, em recentes estudos, foram encontrados na cidade de Shimao – fundada há cerca de 4,3 mil anos e habitada por 300 anos, 80 crânios, todos de mulheres, sacrificadas em parte de cerimônias para marcar a fundação da cidade. Os estudos também apontam que essas mulheres eram de grupos inimigos.
Na Europa, invadida pelos Vikings, os escravos eram sacrificados por decapitação quando o seu senhor morria. Informação essa trazida pela Universidade de Oslo que, foi concluída após as escavações arqueológicas na área de Flakstad, na Noruega, lugar dos povoados Vikings.
Em Uganda, entre 2009 e 2010, os noticiários denunciavam as histórias de assassinatos em rituais e sacrifícios de crianças provenientes de Uganda. De lá pra cá, essa prática, infelizmente, ainda existe em alguns lugares por diversos fatores, contudo, são bem menos expressivos que antigamente. E, sem fugir do totalmente tema, mas comentando algumas atrocidades cometidas em pleno Século XXI, na África atual, os Albinos ainda são mutilados e,  em casos mais extremos, mortos em rituais de ocultismo.

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