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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Escolas Filosóficas (1)

(1) ESCOLA JÔNICA.
Considerada a mais antiga escola grega de pensamento. Oriunda da cidade de Mileto por volta do século VI a.C. com o nobre objetivo de descobrir a causa suprema de tudo. Como todas as principais escolas gregas antigas, se voltou contra as explicações místicas, dogmáticas e mitológicas, buscando sentido racional para a origem das coisas.
Depois de promover suas análises, a escola jônica identificou os elementos: água, terra, fogo, ar, como elementos fundamentais da natureza. Conseguindo essa conclusão por meio de observação e racionalização sistemática. A principal figura dessa escola foi Tales de Mileto que viveu no período de 624 a.C. – 547 a.C.



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Tales de Mileto


Nascido em Mileto, Tales herdou seu conhecimento matemático dos Egípcios e a astronomia dos babilônicos. Tales era tido em sua cidade como um homem sábio e prático, esmiuçava os preceitos que, outorgavam aos deuses o direito de interferir no mundo. Tales se tornou intimamente relevante para a filosofia ao tratar tais interferências de maneira racional saindo da lógica “teocêntrica“, dessa maneira, Tales passa a considerar os fenômenos da natureza e explicá-los como sendo causados por uma gênese única que ficou conhecida como; Filosofia  Unitarista.

(2) ESCOLA DE ELÉIA.
A principal figura desta escola foi Parmênides que viveu no século V a.C. Para ele, a única realidade existente é o SER. Nenhuma outra realidade é possível, nem mesmo o vir-a-Ser de Heráclito. Em termos simples: ou a coisa é ou não é, ou seja, se algo já é, não pode vir-a-ser, pois sua principal característica está em que ela é. Zenão de Eléia transformou a doutrina do Ser de Parmênides utilizando-se de seu principio dialético de análise. Segundo o raciocínio de Parmênides, o ser é algo indivisível, imutável, portanto, algo em si mesmo.



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Parmênides

A ideia primordial desta escola é a derivação simultânea dos quatro elementos. Usa uma argumentação utilizando-se como meio o “absurdo” em que a ideia implica. Zenão, discípulo de Parmênides, toma, por exemplo, a ideia de seu mestre teorizando que, Aquiles jamais iria conseguir atingir uma tartaruga se a perseguisse, ou que uma flecha está, a cada instante, imóvel num ponto. Sendo assim, chegou à conclusão que o ser é um “uno” absoluto. Essas formulações de Zenão ficaram conhecidas como o Paradoxos de Zenão.

(3) ESCOLA SOFISTICA. 
Sofista (Sophos) = Sabedoria / Sábio
Elege-se Protágoras como figura importante dessa escola – 480 a 410 a.C. O interesse sofístico era descobrir o fundamento de todas as coisas, visto que não aceitavam as hipóteses míticas dos deuses para justificar a realidade. Buscavam uma justificativa lógica para as coisas, procurando o fundamento de tudo. Questionando se, o ser humano tem a condição e a capacidade de chegar a conhecer a natureza íntima de todas as coisas e a lei moral absoluta.



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Protágoras

Curiosamente os sofistas, pela tradição, não eram considerados filósofos mas, professores. Consequentemente, o ofício assumido por estes era visto como uma maneira injusta de passar o conhecimento, isso devido à troca por um pagamento – sendo Protágoras, provavelmente, o primeiro a fazer dessa forma. Nesse cenário, Só quem podia pagar teria acesso ao conhecimento.
Os jovens atenienses ricos procuravam pelos sofistas para lapidar, melhorar e afiar a retórica, a poesia, a cidadania, a política e a gramática.  Muitos filósofos repudiavam o trabalhado dos sofistas, como; Sócrates, Platão e Aristóteles, os motivos encontram-se supracitados.
Protágoras foi acusado, julgado e condenado de ateísmo e esse processo lhe fez deixar Atenas. Parte do seu material foi queimado em praça publica, refugiou-se na Sicília onde morreu com 70 anos.
Aos interessados, existe um rigoroso texto que leva o nome de Diálogos de Platão onde Protágoras surge como um personagem.

(4) ESCOLA ATOMISTA.
A principal figura desta escola filosófica é Demócrito, que viveu de 460 a 370 a.C. Esta escola se assemelha a de Eléia, tendo em vista sua credibilidade à imutabilidade do Ser, mas sustentava como real a questão do vir-a-Ser.



Demócrito
Demócrito

Mas, Como conseguiram chegar à conclusão de que o Ser é um composto de átomos?
Eles entendiam que, era formado da junção dessas pequenas partes indivisíveis que se encontravam mergulhados no vazio.
Recorrendo a etimologia, o grego etéreos deriva de outro termo grego: éter. Com esse último termo, eles designavam a “atmosfera” ou, simplesmente, o “ar”, daí a conclusão citada de que a alma é leve. Mais tarde, a física se serviria dessas definições para aplicar tal conceito aos átomos que, juntados, constituem as moléculas. Essas, por conseguinte, são as partes constituídas de todas as coisas.
A realidade de Parmênides contradizia os jônicos que, afirmavam que os elementos água, terra, fogo, e ar derivavam-se um do outro. Eléia os via como imutáveis é não como derivativos. Se eles se transformavam, então, não são. E se não são, não existem, pois não podem ser pensados.
Em verdade, o que não pode ser pensado não existe, como por exemplo, o cosmo milesiano habitado pelos deuses. Tudo que se conhece da natureza humana é da ética são elaborações próprias do ser humano. Atribui-se a esta escola a defesa ferrenha da máxima “o homem é a medida de todas as coisas” frase de Protágoras. Tomos, em grego, significa “parte”, como a partícula “a” é de negação, o termo grego átomo quer dizer “indivisível” que não se parte.