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domingo, 30 de setembro de 2018

Escolas Filosóficas (4)

12 – ESCOLA TOMISTA.
O principal filósofo dessa escola é conhecido como Tomás de Aquino que viveu de 1225 a 1274 d.C., período denominado de Alta Idade Média. Conforme fez Agostinho no final da Idade Antiga e início da Baixa Idade Média, ele procurou fazer uma correlação, ou diálogo, entre o pensamento Grego e a fé cristã.
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Tomas de Aquino
Enquanto Agostinho se voltava a Platão, Aquino se remetia a Aristóteles, mas sem desprezar alguns fundamentos platônicos. Vamos conhecê-los por meio dos temas filosóficos:
  • Metafísica – O filósofo entendia que a perfeição máxima é o SER, sendo a criação um modo de Deus permitir aos entes (criaturas) participar do SER. Assim, o SER se encontra em todos os entes, embora de modo limitado.
  • Epistemologia – O “tomismo” entende que a verdade é uma correspondência entre o pensamento e o ser.
  • Cosmologia – A criação divina é entendida como uma comunicação do SER, ou uma comunicação de SI, feita pelo SER Supremo que é = a Deus.
  • Antropologia – A alma. Em Aquino, era a moral, pois ele entendia que a mesma possuía um ato de ser que lhe é própria, quem sabe, o corpo.
  • Ética – Para o tomismo, é atuar toda a potência, tornando-se aquilo que se É. Essa realidade se dá quando o SER, em essência, se torna realizado pelo ato.

13 – ESCOLA EMPIRISTA.
Francis Bacon, que viveu de 1561 a 1626 d.C., é um dos principais expoentes dessa escola. O problema central de suas reflexões não se encontrava no “SER” e em seus fundamentos, baseado nas ideias de que não existe conhecimento, qualquer que seja sem a experiência de certos fatos concretos.
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Francis Bacon
Segundo Bacon, somente a partir da analise dos fatos, e não das ideias ou princípios universais, é que se pode chegar ao conhecimento das coisas: pela observação podemos chegar a isto, estabelecendo as leis estáveis que regem as coisas e as suas relações constantes. Assim, partindo-se de experiências particulares, é possível chegar a um ou outro principio universal. Mas esse Conhecimento particular, uma vez estabelecido, deve ser testado, provado, verificado.
No campo da filosofia moral, determinou-se pela convicção que não há normas absolutas – pois não existem as universais – e o que o bem e o mal são estabelecidos pela sociedade, no que a mesma aprova ou reprova.

14 – ESCOLA RACIONALISTA.
Essa escola do pensamento elege René Descartes – 1596 a 1650 d.C., como uma das figuras de maior expressão.
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René Descartes
Não estava preocupado com o SER e as causas últimas, mas com o ser humano e sua capacidade de conhecer o mundo e transformá-lo. Descartes tinha um sério pressuposto: para mudar o mundo, é necessário conhecê-lo. Para ele, o problema central estava em como estabelecer o valor do conhecimento humano, bem como a metodologia adequada à especulação filosófica e ao raciocínio lógico.
Entendia que o melhor método para tal fim seria colocar tudo sob o crivo da dúvida. Foi daí que surgiu a expressão que se popularizou: “De tudo quanto disserem, duvide, até que se prove o contrário”, mencionada no livro o Discurso sobre o método. Para ele, as qualidades essenciais do conhecimento verdadeiro são três: toda afirmação precisa ser clara e não dúbia, para que não admita mais de um sentido, distinta, para não se confundir com mais nada, visto ser uma verdade em si e objetiva, porque é atributo do que é claro e distinto ser objetivo, direto, sem atalhos.
Em outras palavras, quando se estabelecem as leis de uma coisa, essas leis devem ser testadas, tornadas à experiência para serem constatadas como tais.
Para este pensador, tudo o que se pode conhecer das coisas é observá-las e determinar suas leis e suas relações constantes. Descartes criou a chamada “dúvida metódica” – para uma afirmação ser considerada verdade, deve ser clara, distinta e objetiva.